Sexta-feira, 31 de Março de 2006

Por que palavras? - Conto Zen

Um monge aproximou-se de seu mestre — que se encontrava em meditação no pátio do templo à luz da Lua — com uma grande dúvida:

"Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os sutras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?"

O velho sábio respondeu: "As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta."

O monge replicou: "Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?"

"Poderia," confirmou o mestre, "e assim tu o farás, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. O Dharma é eterno e completamente revelado. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio."

"Então," o monge perguntou, "por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?"

"Porque," completou o sábio, "da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção. Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário."

O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua.

(Retirado de: http://www.dharmanet.com.br/zen/porque.htm)

publicado por 12A1 - ESTavira às 18:40

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Terça-feira, 28 de Março de 2006

ONU alerta que humanos aceleram a pior das extinções desde os dinossauros

                               

Os humanos são responsáveis pela pior vaga de extinções desde os dinossauros e devem fazer esforços complementares, sem precedentes, para conseguir abrandar as perdas de biodiversidade até 2010, alertou hoje um relatório das Nações Unidas.

“Somos responsáveis pela sexta maior extinção na história da Terra, e a maior desde que os dinossauros desapareceram, há 65 milhões de anos”, conclui o “Global Biodiversity Outlook 2”, relatório de 92 páginas, do secretariado da Convenção lançado no arranque da COP8 em Curitiba, Brasil.

À parte do desaparecimento dos dinossauros, as outras grandes extinções ocorreram há 205, 250, 375 e 440 milhões de anos. A comunidade científica acredita que estas foram causadas por queda de meteoritos, erupções vulcânicas ou alterações climáticas repentinas.

Uma população mundial que atingiu os 6500 milhões de pessoas subvaloriza os impactes nos animais e plantas da poluição, crescimento das cidades, desflorestação, introdução de espécies exóticas invasoras e do sobre-aquecimento global, afirma o relatório.

No entanto, o relatório considera que a meta de 2010 “não é impossível”. Para isso, serão necessários mais esforços para conservar habitats e gerir melhor os recursos, desde a água à madeira. Actualmente, doze por cento da superfície terrestre é área protegida, contra apenas 0,6 por cento dos oceanos.

Os relatores indicam que já existem “progressos significativos” quanto à cooperação global mas “avanços limitados” na garantia de financiamento adequado e investigação. De facto, dizem, que a ajuda anual para o abrandamento da perda de biodiversidade caiu de mil milhões de dólares (820 milhões de euros) em 1998 para os actuais 750 milhões (615 milhões de euros).

Notícia completa em: http://ecosfera.publico.pt/destaque/biodiversidade3.asp

publicado por 12A1 - ESTavira às 11:08

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Domingo, 19 de Março de 2006

SAMBA PELA VIDA

Nosso sonho / É ver as florestas no lugar / Ver pra sempre /O uso sustentável dessa herança milenar

Toda a vida sendo protegida / Em rios, matas, terra e mar / Aqui ninguém quer mais tristeza / Só quer ter razões pra festejar

Pra o clima não mudar / E a Terra não morrer / Vamos nos esforçar / Rever nosso jeito de viver

E os povos da floresta / Propõem uma saída / E vêm participar também /Deste samba pela vida

Cantamos hoje pra depois ninguém chorar / Para convencer governos, mentes, corações / Que sem vontade e grana não vamos deixar / Biodiversidade pras futuras gerações

                                 

NOSSO SONHO (SAMBA PELA VIDA) - Autores: Léo Viana/Rubinho da Costa - Intérprete: Gil Mendonça - Violões: Léo Viana - Cavaquinhos: Léo Bessa - Base de percussão: Léo Bessa - Gravação e Mixagem: Léo Bessa e Reginaldo Bessa Gravado no Estúdio Reginaldo Bessa - Rio de Janeiro - Verão de 2005/2006

Ouvir Música

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publicado por 12A1 - ESTavira às 18:56

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Segunda-feira, 13 de Março de 2006

Palavras Repetidas - by Gabriel o Pensador / Aninha Lima / Legião Urbana

                               

A Terra tá soterrada de violência / de guerra, de sofrimento, de desespero / a gente tá vendo tudo, tá vendo a gente / tá vendo, no nosso espelho, na nossa frente / tá vendo, na nossa frente, aberração / tá vendo, tá sendo visto, querendo ou não / tá vendo, no fim do túnel, escuridão / tá vendo no fim do túnel escuridão / tá vendo a nossa morte anunciada / tá vendo a nossa vida valendo nada / tô vendo, chovendo sangue no meu jardim / tá lindo o sol caindo, que nem granada / tá vindo um carro-bomba na contramão / tá vindo um carro-bomba na contramão / tá vindo um carro-bomba na contramão / tá rindo o suicida na direção

 

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã porque se você parar pra pensar a verdade não há"

 

A bomba tá explodindo na nossa mão / o medo tá estampado na nossa cara / o erro tá confirmado, tá tudo errado / o jogo dos sete erros, que nunca pára / 7, 8, 9, 10. cem / erros meus, erros seus e de Deus também / estupidez, um erro simplório / a bola da vez, enterro, velório / perda total, por todos os lados / do banco do ônibus ao carro importado / teu filho morreu? meu filho também / morreu assaltando, morreu assaltado / tristeza, saudade, por todos os lados / tortura covarde, humilha e destrói / eu vejo um Bin Laden em cada favela / herói da miséria, vilão exemplar  /tortura covarde, por todos os lados / tristeza, saudade, humilha e destrói / as balas invadem a minha janela / eu tava dormindo, tentando sonhar

 

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã porque se você parar pra pensar a verdade não há"

 

Sou um grão de areia no olho do furacão / em meio a milhões de grãos / cada um na sua busca, cada bússola num coração / cada um lê de uma forma o mesmo ponto de interrogação / nem sempre se pode ter fé / quando o chão desaparece embaixo do seu pé / acreditando na chance de ser feliz / eterna cicatriz / eterno aprendiz das escolhas que fiz / sem amor, eu nada seria / ainda que eu falasse a língua de todas as etnias / de todas as falanges, e facções / ainda que eu gritasse o grito de todas as Legiões / palavras repetidas / mas quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida? / Felicidade, Paz, é. / Felicidade, Paz, Sorte / nem sempre se pode ter Fé, mas nem sempre / a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte.

 

=>enviado por: Edgar

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publicado por 12A1 - ESTavira às 18:13

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